ESPECIAL STUM: SIM, NÓS PODEMOS MUDAR!

Quando, no domingo do GP de Fórmula 1, assisti ao desfecho tão emocionante que coroou, bem na última curva, o jovem Hamilton campeão do Mundo, percebi que o Universo estava em ação. Massa fez com brilho e categoria a sua parte vencendo em Interlagos, mas dependia de fatores outros e a chuva “providencial” se encarregou de solucionar tudo: deu-lhe durante uma volta a coroa e a tirou bem na última curva… Testemunhamos um momento histórico, sem a menor dúvida.

Finalmente, na terça-feira, dia 4, tivemos a grande eleição presidencial nos EUA, após dois anos de acirrada campanha eleitoral.
De um lado, Mc Cain representando os conservadores e suas velhas idéias: o lema “Country first” (primeiro nosso país), a palavra-chave “terrorismo” sempre presente no roteiro de seus obsoletos e engessados marqueteiros, que chegaram a tachar o oponente de “internacionalista” e “redistribuidor de renda” – como se essas virtudes fossem crime – em custosas campanhas na TV, com a maioria das redes dando apoio explícito, junto dos costumeiros lobbies e contando maciçamente com os “grandes (ou muito grandes) doadores”…

Do lado de cá, Barak Obama, um jovem senador radicado em Chicago, conciliador, brilhante e autêntico, extravasando espírito comunitário, calor humano, simplicidade, humildade, predisposição ao diálogo e desejo de construir pontes. Os “Change – Yes We Can” (Mudar – Sim, nós podemos), “One World, One Dream” (Um Mundo, Um Sonho), foram os lemas da campanha, ideais baseados na Unidade e na Integração… Esses valores da Alma mobilizaram milhares de voluntários que fizeram de suas casas comitês de campanha, deram seus e-mails e telefones a pessoas indecisas ou que talvez nem votassem, para informá-las sobre o candidato e seu programa de governo.
E aí entrou a Internet com a bem sucedida utilização dos sites de relacionamentos, que funcionaram em nível mundial, inclusive, simulando ainda como o mundo votaria no pleito, e a vitória foi total, esmagadora.
Bom, talvez o mais importante tenha sido o aspecto das doações!
Mais de três milhões de pessoas físicas contribuíram, a maioria com pequenas quantias, a partir de 5 dólares (10 R$), garantindo no fim arrecadação arrasadora (mais de 1.5 bilhão de dólares – mais de 3 bilhões de Reais!). Algo até então absolutamente inédito (Especialistas afirmaram que sem a Net Obama não se elegeria).
Clique aqui e visite o site do Obama onde está seu programa de governo com transparência total e comunicação aberta com quem quiser, pessoas como eu e Você…(em Inglês). Graças a essa enorme participação popular fica menor o comprometimento com os interesses particulares dos grandes grupos de poder.

Sim, foi possível! O resultado todo mundo sabe.
Veja bem, a consagração de Obama pelas urnas é algo simplesmente inimaginável, se pensarmos que somente em Julho de 1964 (lembro como se fosse ontem – estava com 19 anos), nove meses após a morte de John Kennedy – que o inspirou -, o “Civil Rights Act” (A Legislação dos Direitos Civis) entrou em vigor acabando finalmente com a abominável segregação racial nas escolas, nos lugares públicos e no trabalho…
Mais uma pedra miliar no caminho da Humanidade.

Outros momentos mágicos, inesquecíveis, que desta vez tive a possibilidade de acompanhar ao vivo seguiram…
– Fiquei sofrendo na torcida até as 2 da manhã quando, finalmente, as projeções de boca de urna da CNN deram a vitória com margem esmagadora, passando pelo discurso final do derrotado Mc Cain, que foi de uma nobreza ímpar dizendo:
“O povo escolheu. Tive a honra de saudar o novo Presidente dos Estados Unidos. É um dia histórico”.
– Demorou para o Obama finalmente aparecer perante o imenso público que lotava o Grant Park (descobri depois pelas
fotos que ele estava assistindo ao pronunciamento do antagonista); fiquei levemente decepcionado pela expressão um pouco cansada, séria, afinal, tinha triunfado levando junto a maioria absoluta na Câmara, no Senado, nos Governos dos Estados… talvez pelo peso de ter agora de levar a cabo tarefa esmagadora e complexa, causada sobretudo pela situação desastrosa da economia (que, por outro lado, com certeza o ajudou nas urnas).

O espetáculo. Era emocionante olhar para os rostos das pessoas de todas as raças e idades, que riam, choravam, pulavam, se abraçavam comovidas e felizes ou que simplesmente estavam lá fazendo parte da história.
Quantas pessoas, não somente nos EUA, mas na África, aqui no Brasil, na Europa com seus milhões de extra-comunitários clandestinos, conseguiram finalmente olhar para cima e levantar as mãos ao céu, extravasar sua felicidade sentindo-se por fim também contempladas com um merecido “título mundial”, algo que efetivamente não tem dinheiro que pague!

O discurso da vitória foi extraordinário, começando por agradecer principalmente todo o pessoal de campanha que se mobilizou incansavelmente; o que me marcou foi a clara manifestação sobre a mudança de valores. Ele disse:
“Esta noite temos demonstrado mais uma vez que a verdadeira força de nossa nação não nasce do poder das armas ou das riquezas, mas da vitalidade dos ideais: democracia, liberdade, oportunidade e esperança”.
A postura firme e serena, a oratória simples, direta espalhavam alento e fraternidade não somente aos presentes, mas também aos que assistiam à celebração em toda parte do mundo. Os cortes das câmeras mostravam a mais vibrante alegria do povo nas mais distantes regiões da Terra, mesmo que o fuso horário por vezes não ajudasse muito.
Eu fui um desses seres, agradecendo ao Universo por mais este sinal, quando Obama, terminando sua fala, proferiu estas palavras que me fizeram compreender por que tinha ficado esperando tanto: …”and reaffirm that fundamental truth – that out of many, we are one”… (E reafirmar aquela verdade fundamental – que, de muitos, somos um só)…

Todos sabem que a missão do presidente eleito não será fácil, muito pelo contrário, mas somente o fato dele ter chegado lá é de enorme importância para todos e recoloca nos EUA a tocha da esperança de uma nova ordem de respeito às minorias, ao meio-ambiente e aos direitos humanos. A economia ainda, por algum tempo será o foco da atenção, mas nunca mais voltará a ser como antes; chegaremos em breve – espero de coração – a viver muito mais o essencial, tendo o básico (moradia, educação e saúde) equacionado após o inevitável desabamento do sistema financeiro, deslocando prioridades e energias, com apoio da maioria que deseja cada vez mais paz, justiça, igualdade e equidade.
Começará pra valer o resgate de nossa natureza divina, de nossa força, da manifestação de nossa missão de vida, encaixando nossa contribuição, peça preciosa e única, no quebra-cabeças infinito, um majestoso mosaico em evolução permanente…
Percebe agora o quanto já andamos pra frente em poucas gerações!?

Missão cumprida. Obrigado Miriam Makeba!
Perguntei aos meus companheiros no STUM se conheciam “Mama África” esta incrível cantora nascida na África do Sul do apartheid… deu negativo; talvez sejam todos eles novos demais. Para mim ela foi tão importante quanto Nelson Mandela na luta pela igualdade de direitos, pela mudança das péssimas condições de vida de seus compatriotas, se tornando a embaixadora de todos os oprimido pelos governos racistas mundo afora.
Miriam “voltou para a casa do Pai” neste último Domingo.
Quis participar, ela que não cantava fazia três anos (em 2005 tinha realizado uma memorável turnê de despedida nos mais importantes países do planeta) de um concerto em Castel Volturno, no sul da Itália, onde a Camorra (A máfia napolitana) ainda dita as leis e elimina sem piedade quem ousa desafiá-la. Um testemunho de coragem, de comprometimento com os valores reais, permanentes da existência. Recebeu literalmente no palco da vida o último grande aplauso e com sua presença e sua partida, logo após ter terminado seu repertorio, trouxe à tona para o mundo inteiro a situação insustentável de tantos irmãos que lá moram como se fosse o próprio Soweto, o gueto nos subúrbios de Joanesburgo. Ela, aos 76 anos, entregou o bastão e seu legado – já feliz e realizada, com certeza – para outros irmãos corajosos e determinados que possam ajudar a mudar ainda mais este pequeno planeta azul.

Sim, é possível ter um grande sonho e realizá-lo. Mesmo pertencendo a minorias, mesmo tendo nascido pobre… o Universo conspira, SIM, quando nosso propósito é legítimo e nos dispomos a aceitar todos os desafios decorrentes dele.
Podemos fazer nossa parte aqui mesmo, buscando nosso caminho, a missão real, não aquela que nos garanta somente louros ou lucros. Podemos disseminar a Unidade com nosso exemplo, construindo pontes à nossa volta, vivendo com coragem e determinação a Verdade. Somos, e V. também, se chegou até aqui, Obreiros da Luz, ainda recatados, um pouco tímidos, mas estamos, sim, contribuindo consciente e sutilmente para transformar o que aí está.
Vamos celebrar com alegria mais este passo fundamental e fortalecer nossa confiança no universo, com a certeza de uma colheita farta; vamos fazer a nossa parte assim como os irmãos americanos fizeram a deles? Sim, nós podemos!
Namastê
Sergio STUM

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